Geo10ºD

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Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011

Destinos da emigração portuguesa.

 

 

 

Em 2001, dos 20 500 emigrantes, 72% saíram temporariamente do país,

contra 28% que o fizeram definitivamente. Comparativamente ao ano de 2000,

verifica-se um ligeiro decréscimo da emigraçãotemporária, 11%, e um aumento de 23%
da emigração permanente ou definitiva.

 

 

publicado por esas às 11:29

...

 

A América do Norte (EUA e o Canada)continuou a receber os nossos emigrantes,

sobretudo oriundos dos Açores, enquanto a Venezuela, o Brasil e também a Africa do Sul continuaram a ser
procurados preferencialmente pelos madeirenses. Portugal apresentava uma estrutura
etária muito jovem e uma economia pouco desenvolvida, baseada, sobretudo, na
agricultura tradicional, onde o desemprego, os baixos salários e o baixo nível
de vida predominavam.

Assim, a carência de recursos, a falta de emprego e de um bom nível de vida,

 os baixos salários, a falta de estruturas de apoio às famílias e às actividades socioculturais, o regime politico e a
guerra colonial, o desenvolvimento das redes de transporte e comunicações, a
manutenção de relações regulares com Portugal (férias anuais, por exemplo) e a
facilidade de regresso ao país constituíram, neste período, as principais
motivações que provocaram o desencadeamento do maior e mais importante fluxo
emigratório português.

Contrariamente, os países da Europa Ocidental encontravam-se neste período numa fase de grande prosperidade
económica proporcionada pelo fim da II Guerra Mundial. A necessidade de
expansão económica e de reconstrução das suas estruturas produtivas provocou
nestes países a necessidade de mão-de-obra barata para a indústria, construção
civil e serviços pouco qualificados. Como sofriam de uma elevada carência de
população activa, resultante dos anteriores fluxos emigrat6rios
intercontinentais e da elevada mortalidade durante as duas Guerras Mundiais,
foi nos países da Europa do Sul e do Norte de Africa que encontraram a solução
para o seu problema.

Este período ficou também marcado pelo incremento da emigração ilegal, de tal

 modo que, entre 1969 e 1971, a emigração
lega1 atingiu valores muito inferiores aos da emigração clandestina ou ilegal.
A morosidade na organização dos processos de emigração e na autorização
concedida pelas autoridades portuguesas, as restrições impostas pelos países
receptores (como forma de atenuar o desemprego e as tensões internas), a degradação
acelerada das condições de vida no pais, a guerra colonial (que se
intensificava e levava a que milhares de jovens tivessem que emigrar
clandestinamente, pois os jovens que não tivessem cumprido o serviço militar
obrigat6rio não podiam sair do país sem autorização e apenas por, períodos
muito curtos) e a intensificação das perseguições politicas pelo regime de
Salazar são alguns dos factores responsáveis pelo intensificar: da emigração
ilegal.

publicado por esas às 11:24

Causas e consequências da emigração

 

 

 

 

Causas e consequências da emigração

 

Apesar de as consequências da emigração portuguesa terem sido mais notórias no Interior
do que no Litoral, todo o território nacional registou uma quebra de população jovem e adulta. Assim,
houve um decréscimo de população em idade de trabalhar e de procriar, o que se traduziu numa diminuição da população activa, da taxa de natalidade em num desequilíbrio na estrutura etária.

Das consequências da emigração para Portugal, destacam-se:

·
Diminuição da população activa, que levou, nas áreas rurais, ao abandono dos
campos e ao esforço de mecanização dos campos agrícolas;


Aumento da taxa de analfabetismo (que era inferior na população que emigrou,
cerca de 17%, contra 30% na população do país);

·
Diminuição do desemprego, que provocou uma subida dos salários e o investimento
em nova tecnologia na indústria, sobretudo a de capital estrangeiro;

·
Envelhecimento demográfico;

·
Entrada de divisas estrangeiras.

publicado por esas às 11:15

A evolução da emigração portuguesa

 

Gráfico 1

I Fase - até ao
inicio da década de 60, a emigração portuguesa foi essencialmente
transoceânica, cujos destinos se concentravam no continente americano,
nomeadamente no Brasil, que absorveu cerca de 70% dos emigrantes portugueses
(em parte devido à necessidade de mão-de-obra provocada pela abolição da
escravatura). Seguiram-se os EUA e a Argentina como destinos preferenciais. O
apogeu ocorreu entre 1912 e 1913, com mais de 75 mil emigrantes em cada um
destes anos.

II Fase -entre 1960 e
1973 atinge o boom em termos da corrente emigrat6ria portuguesa, a qual passou
a ser, na quase globalidade, intracontinental, isto e, os portugueses passaram
a preferir os destinos geograficamente mais pr6ximos, os países industrializados
da Europa Ocidental.

Os principais países de destino foram,
neste período, a França (para onde emigraram cerca de um milhão de
portugueses), a ex-República Federal da Alemanha, o Luxemburgo, o Reino Unido,
a Suiça e a Holanda.

III fase – a partir de
1973, registou-se uma diminuição da emigração portuguesa, em virtude da crise
económica iniciada nesse ano na Europa. Esta crise foi provocada pela subida
vertiginosa dos preços do petróleo, que se prolongou até aos anos 80. A crise
económica, conjugada com a modernização das diversas actividades económicas,
deu origem a um aumento do desemprego nos países da Europa Ocidental. Deste
modo, estes países, receptores de mão-de-obra estrangeira, viram-se obrigados a
impor restrições à emigração, com o objectivo de diminuir o desemprego da sua
população. Alguns, como a França e a Alemanha, incentivaram mesmo o regresso
dos estrangeiros ao seu país de origem, através de indemnizações a todos os que
livremente o fizessem

Esta crise económica internacional,
aliada à melhoria da situação económica em Portugal, com reflexos directos na
melhoria do nível de vida da população, decorrente do 25 de Abril de 1974,
provocou o decréscimo da emigração portuguesa e mesmo o regresso de emigrantes
portugueses, provenientes na maior parte da Europa, com destaque para a França
e a Alemanha.

A Revolução de 25 de Abril de 1974, que
contribuiu também para o fim da guerra colonial, para a democratização da
sociedade portuguesa e para a entrada de Portugal na Comunidade Económica
Europeia (actual União Europeia) em 1986, permitiu a abertura da nossa economia
ao exterior, o que se reflectiu na melhoria da qualidade de vida da população e
no emergir de um sentimento de esperança em relação a um futuro mais promissor.

Assim, assiste-se a uma diminuição da
emigração portuguesa. No entanto, neste período, a emigração temporária sofre
um progressivo aumento em detrimento da emigração permanente, o que se torna
numa mais-valia para os países de acolhimento, pois permite-lhes beneficiar de
mão-de-obra mais barata

fig1

publicado por esas às 11:04

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