Geo10ºD

Este blog destina-se à partilha de informaçoes pelos alunos da turma, mas está aberto a toda a comunidade :)

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

conto tradicional de cabo verde

Um homem do campo vai à vila. Ele leva o seu cachimbo dentro do seu surrão. Antes de ele regressar ao campo, sentou-se na ponte Xaguate, e fumou o seu cachimbo, enquanto esperava o seu compradre. O compadre chegou, eles começaram a caminhar de regresso a suas casas. Andaram, andaram, andaram. Até que chegaram à ribeira do campo. Nisto, o homem teve vontade de fumar. Procurou o cachimbo dentro do seu surrão, mas como tinha comprado muita coisa (açúcar, bolachas, pirão, peixe, cebola, arroz, petróleo) na vila, e tinha-as posto a todas no surrão, portanto não conseguia encontrar o cachimbo.

O homem disse ao seu compadre: "O meu cachimbo deve estar ou na ponte Xaguate, ou nao meu surrão." Então retorna à vila. Andou, andou, até que chegou à ponte de Xaguate. Ali procura o seu cachimbo, mas não o encontra. Deste modo, ele procura no surrão com mais cuidado, acha-o e diz: "Eu não disse ao meu compadre, que o cachimbo estava na ponte Xaguate ou dentro do surrão?

Que lição tiramos desta história?

Não importa ordem pela qual realizamos as tarefas...!!!

 

publicado por esas às 19:21

conto tradicional de Cabo Verde

Era uma vez uma mãe que teve uma filha muito, muito bonita. Tão bonita que o sol, mal um dia a viu, logo se perdeu de paixão por ela.
Ciumento, não deu mais luz nesse dia para que outros não a vissem e também não se apaixonassem pela linda menina. Fez-se um eclipse.
A mãe, com medo de ficar sem a única filha que tinha, a única companheira que Deus lhe dera, resolveu escondê-la dos olhos do mundo.
A menina chamava-se Unine e pela mãe foi levada e escondida numa gruta, o que dificilmente lhe seria perdoado por muitos sete anos e sete dias de vida que lhe fosse dado viver.
Numa noite escura ela levou Unine para a gruta que se situava numa montanha afastada da povoação.
Disse-lhe: "Minha filha tu ficas aqui para o teu bem. A porta da gruta não se abrirá por nada deste mundo, a não ser quando for ouvida a voz da tua mãe." E cantou uma canção para ela. Era a senha que faria com que a porta, uma enorme pedra que tapava a entrada da gruta, magicamente se abrisse. E assim Unine receberia comida e água que a mãe lhe levaria duas vezes ao dia.
Todas as madrugadas, antes que o Sol despontasse, e todas as noitinhas, logo que o sol se punha, lá estava a mãe com a merenda e com a cantiga.
Era assim:

"Unine, Unine, unine,
Cosi, cosi
Cosi, cosá
Qui vem di dia
Qui vem di noite
Unine, Unine!"


O Sol inquietava-se. Nunca mais pôde ver a sua menina. Todos os dias ele se levantava e percorria o povoado, a ilha toda, todos os continentes, todos os cantos do mundo, perguntando, a todas as criaturas que iluminava, pela menina mais linda que jamais tivessem visto.
Perguntava ao mar:
- "Mar, não viste a criatura mais bela?"
O mar respondia: "Se mais bela que as minhas ondas pergunta então à nuvem."
E o Sol, virando-se para a branca nuvem, perguntava: - "Não viste, querida nuvem, a criatura mais bela?"
E a nuvem, empalidecida, sempre se julgara a mais bela - respondia:
- "Não, Senhor Sol, se não é a mim que procurais..."
Era assim todos os dias. E no final de cada dia, o Sol, exausto, caía de sono na sua imensa cama no fundo do mar, para na manhã seguinte despertar muito cedo e repetir o mesmo ciclo.

Conto Tradicional de Santo Antão por Leão Lopes

 

 

publicado por esas às 19:17

lenda das Amendoeiras em flor

Há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes,reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota. Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente  a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que quando florissem as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade. Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indescritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar. O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor.

publicado por esas às 18:37

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