Geo10ºD

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Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011

A evolução da emigração portuguesa

 

Gráfico 1

I Fase - até ao
inicio da década de 60, a emigração portuguesa foi essencialmente
transoceânica, cujos destinos se concentravam no continente americano,
nomeadamente no Brasil, que absorveu cerca de 70% dos emigrantes portugueses
(em parte devido à necessidade de mão-de-obra provocada pela abolição da
escravatura). Seguiram-se os EUA e a Argentina como destinos preferenciais. O
apogeu ocorreu entre 1912 e 1913, com mais de 75 mil emigrantes em cada um
destes anos.

II Fase -entre 1960 e
1973 atinge o boom em termos da corrente emigrat6ria portuguesa, a qual passou
a ser, na quase globalidade, intracontinental, isto e, os portugueses passaram
a preferir os destinos geograficamente mais pr6ximos, os países industrializados
da Europa Ocidental.

Os principais países de destino foram,
neste período, a França (para onde emigraram cerca de um milhão de
portugueses), a ex-República Federal da Alemanha, o Luxemburgo, o Reino Unido,
a Suiça e a Holanda.

III fase – a partir de
1973, registou-se uma diminuição da emigração portuguesa, em virtude da crise
económica iniciada nesse ano na Europa. Esta crise foi provocada pela subida
vertiginosa dos preços do petróleo, que se prolongou até aos anos 80. A crise
económica, conjugada com a modernização das diversas actividades económicas,
deu origem a um aumento do desemprego nos países da Europa Ocidental. Deste
modo, estes países, receptores de mão-de-obra estrangeira, viram-se obrigados a
impor restrições à emigração, com o objectivo de diminuir o desemprego da sua
população. Alguns, como a França e a Alemanha, incentivaram mesmo o regresso
dos estrangeiros ao seu país de origem, através de indemnizações a todos os que
livremente o fizessem

Esta crise económica internacional,
aliada à melhoria da situação económica em Portugal, com reflexos directos na
melhoria do nível de vida da população, decorrente do 25 de Abril de 1974,
provocou o decréscimo da emigração portuguesa e mesmo o regresso de emigrantes
portugueses, provenientes na maior parte da Europa, com destaque para a França
e a Alemanha.

A Revolução de 25 de Abril de 1974, que
contribuiu também para o fim da guerra colonial, para a democratização da
sociedade portuguesa e para a entrada de Portugal na Comunidade Económica
Europeia (actual União Europeia) em 1986, permitiu a abertura da nossa economia
ao exterior, o que se reflectiu na melhoria da qualidade de vida da população e
no emergir de um sentimento de esperança em relação a um futuro mais promissor.

Assim, assiste-se a uma diminuição da
emigração portuguesa. No entanto, neste período, a emigração temporária sofre
um progressivo aumento em detrimento da emigração permanente, o que se torna
numa mais-valia para os países de acolhimento, pois permite-lhes beneficiar de
mão-de-obra mais barata

fig1

publicado por esas às 11:04

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